Uma década passou e, no início deste ano, o instituto CMI anunciou que um matemático russo, Dr. Grigoriy Perelman, foi um dos primeiros vencedores de um dos sete prêmios por ter comprovado o problema da conjectura de Poincaré. E ele recusou. Disse que o mérito não era dele, e sim de um matemático americano, Ph.D. Richard Hamilton, e que o reconhecimento concebido pelo instituto já era suficiente.
E recentemente, no início deste mês, um matemático indiano, Ph.D. Vinay Deolalikar, que reside na Califórnia e é cientista chefe de pesquisa da HP Labs, enviou uma prova de conceito demonstrando que P != NP ("P" é diferente de "NP"), ou seja, uma possível solução para o problema da relação entre as classes de problemas P e NP. Em breve ele publicará a prova, em seu inteiro teor, em uma revista e na Internet. Por enquanto, somente um esboço dos dez passos da solução está disponível para o público em geral, e já existem matemáticos analisando a veracidade das argumentações.
E se isso for comprovado, ele aceitará o grande prêmio? Ou recorrerá a uma atitude nobre e honrosa, igual ao do colega russo? Afinal, o que tem mais valor: dez mil cédulas de cem dólares ou todo o conhecimento, dedicação e experiência acumulado em décadas em uma vida?
Se for comprovado, ao menos eu já tenho duas certezas - estará definitivamente comprovado de que a criptografia moderna está baseada em princípios sólidos! E que o capítulo 6, item 2.4, da primeira edição do livro Complexidade de Algoritmos, escrito carinhosamente pela Profa. Dra. Laira Vieira Toscani e guardado carinhosamente entre meus livros prediletos, merecerá atualização do assunto e, comemorativamente, uma nova edição.

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